RESENHA: O Colecionador


 

Faz tempo que não faço resenha aqui, né? Pois bem... cá estou com mais uma para vocês. Escrito por John Fowles, na década de 1960, o livro O Colecionador traz uma história impactante entre sequestrador e vítima.


Dividida em quatro partes, a obra conta o ponto de vista narrado por Frederick Clegg, um funcionário público, obcecado por borboletas e fotografia, que acaba se interessando pela estudante de arte, Miranda, e passa a estudar sua rotina até conseguir sequestrá-la. Fred conta toda sua trajetória para o feito. Mesmo sendo um sequestrador, ele vê Miranda como uma borboleta nunca conquistada, faz de tudo para agradá-la, comprando livros, roupas, materiais de arte etc. 


Já a segunda parte conta a narrativa de Miranda, desde que foi sequestrada, em uma espécie de diário, no qual ela descreve toda sua rotina dentro do porão e sua angústia em querer se libertar do sequestrador. Confesso que achei a leitura do diário muito arrastada, já que a personagem foca mais em contar sua história com um artista, intitulado de G. P. a contar sobre seus dias em cativeiro. Eu já não aguentava mais ler sobre G. P., mas, cada um com seu ponto de vista.


Miranda também deixa bem claro em seu diário o quanto a luz do dia e o ar fresco fazem falta no seu dia a dia, desejando apenas essas duas coisas... a estudante chegava a implorar ao sequestrador que realizasse esse desejo de poder se sentir viva novamente. Ela também dá o seu ponto de vista sobre a vida de Clegg, no qual o descreve como uma pessoa solitária e sem vida social, sentindo pena do quão miserável o sequestrador é.


Foto: Reprodução/DarkSide Books


Já a terceira e quarta parte do livro deixo em aberto para evitar spoilers. A narrativa é contada com uma linguagem antiga, já que o livro foi lançado em 1963. Não sei dizer se as novas versões contam com uma linguagem mais atual, porém, a que li não era. De fato, não me incomodou muito, não achei difícil de entender o contexto de toda a narrativa. 


A obra é curtinha, conta com 343 páginas e terminei em pouco mais de uma semana. Não vou mentir, mas esperava um pouco mais em relação ao sequestro, visto que, sou viciada neste gênero, porém, o personagem principal deixou a desejar um pouco nesta parte, pois só queria ter Miranda como seu troféu e nada mais. 


Em relação ao final, quem já assistiu a série You, da Netflix, vai identificar um pouco da história de Frederick Clegg com o personagem Joe. Inclusive, já falei sobre You aqui no blog. O final deixou um quê de: "e agora?"... algumas perguntas precisavam ser respondidas, mas, acredito que foi exatamente isso que Fowles quis provocar ao leitor.


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