Resenha: Presos que Menstruam
Você já imaginou como deve ser a vida dentro das prisões femininas? A jornalista Nana Queiroz traz à tona toda a realidade de mulheres que vivem em cárcere, no livro Presos que Menstruam. A ideia surgiu após um jantar com Rosália Naves, ex-funcionária no sistema carcerário feminino nacional, e foi assim que Nana se interessou pelas histórias que ouviu naquela noite.
Ao ir atrás de informações, descobriu que há pouquíssimos dados registrados e um silêncio absurdo sobre o tema, então, resolveu preencher o espaço vazio e deu início a sua pesquisa, em 2010, estendendo-se até 2015, quando a jornalista publicou o livro pela editora Record.
Presos que Menstruam conta a história de sete protagonistas presidiárias: Safira; Gardênia; Júlia; Vera; Camila; Glicéria e Marcela. Nomes fictícios por motivos de segurança. Cada capítulo narra o motivo que as levaram em cárcere, e outras histórias surgem no decorrer das páginas. Vale destacar que a obra não é corrida de forma cronológica, primeiro conta o porquê e depois mostra como é a vida dentro das prisões femininas, infelizmente esse foi um ponto negativo para mim, pois deixa a história um pouco confusa, mas mesmo assim, não tira o mérito da boa leitura que é o livro-reportagem.
A narrativa é feita tanto por Nana quanto pelas presidiárias, mantendo até mesmo a informalidade na linguagem. Bem construída, o foco do livro está somente nas mulheres e nos perrengues que cada uma passa, como machismo; agressão; assédio; tortura; falta de higiene etc.
É revoltante a forma como cada presidiária é tratada dentro da prisão, a obra mostra o retrato de como as mulheres perdem sua identidade feminina após cometer crimes. A autora expõem relatos de forma sincera e sensível, desperta a empatia por essas mulheres e traz reflexões sobre a vida em cárcere.
Questões como maternidade; visita íntima; preconceito; vida amorosa; família, são mostrados pela autora, que consegue passar a mensagem sem ofender ou julgar, apenas deu a notícia, de forma imparcial, com credibilidade e dados. Dando voz a quem, muitas vezes, precisou ser calada.
Ao ir atrás de informações, descobriu que há pouquíssimos dados registrados e um silêncio absurdo sobre o tema, então, resolveu preencher o espaço vazio e deu início a sua pesquisa, em 2010, estendendo-se até 2015, quando a jornalista publicou o livro pela editora Record.
Presos que Menstruam conta a história de sete protagonistas presidiárias: Safira; Gardênia; Júlia; Vera; Camila; Glicéria e Marcela. Nomes fictícios por motivos de segurança. Cada capítulo narra o motivo que as levaram em cárcere, e outras histórias surgem no decorrer das páginas. Vale destacar que a obra não é corrida de forma cronológica, primeiro conta o porquê e depois mostra como é a vida dentro das prisões femininas, infelizmente esse foi um ponto negativo para mim, pois deixa a história um pouco confusa, mas mesmo assim, não tira o mérito da boa leitura que é o livro-reportagem.
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| Foto: Divulgação/Blog Editora Record |
É revoltante a forma como cada presidiária é tratada dentro da prisão, a obra mostra o retrato de como as mulheres perdem sua identidade feminina após cometer crimes. A autora expõem relatos de forma sincera e sensível, desperta a empatia por essas mulheres e traz reflexões sobre a vida em cárcere.
O livro desperta nosso senso crítico e nos faz questionar nossos princípios. Em alguns momentos, você vai se pegar pensando que está 'defendendo bandido'; e em outros vai conseguir perceber que nem sempre o desvio que leva alguém a cometer um crime vem de algo ruim que nasce com a pessoa. Questões sociais e do meio podem ser muito mais cruciais do que o caráter. DEVANEIOS DE PAPEL.Para mostrar a verdadeira realidade, Nana visitou presídios femininos em uma pesquisa de campo, onde viu com os próprios olhos os presídios por trás das grandes paredes. Com isso, a autora ainda trouxe o histórico de surgimento das prisões femininas no Brasil, que não era apresentado antes.
Questões como maternidade; visita íntima; preconceito; vida amorosa; família, são mostrados pela autora, que consegue passar a mensagem sem ofender ou julgar, apenas deu a notícia, de forma imparcial, com credibilidade e dados. Dando voz a quem, muitas vezes, precisou ser calada.

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