O outro lado das redes sociais
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| Foto: Divulgação/Kaboompics |
Orkut, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, WhatsApp... vivemos no mundo digital, sim! Vivemos para o mundo digital. Vai me dizer que qualquer coisa que acontece na sua vida, você não quer compartilhar?
Até mesmo quando não tem nada de interessante para mostrar, a vontade de estar online, ganhar seguidores e curtidas é muito maior, e mesmo assim acabamos compartilhando o que não vai acrescentar na vida de ninguém, REAL! Para qual finalidade? Entreter outras pessoas que provavelmente não se interessam no nosso próprio conteúdo.
Atualmente, vivemos em um mundo onde o normal é você se esconder atrás do celular. Quantos momentos da vida perdemos de ver ao vivo para assistir o mundo por uma tela? Quantos momentos nós nos preocupamos mais em mostrar para outras pessoas a curtir de verdade? Até que ponto vai essa consumação de internet para compartilhar em tempo real?
Isso é um assunto muito sério. Obviamente, o exemplo a seguir é bem diferente, mas, se pensarmos em cinco anos atrás, já usávamos Facebook, Twitter e alguns o Instagram, quando ainda era liberado apenas para usuários da Apple, contudo, o compartilhamento da nossa vida não era tão constante como nos dias de hoje. Se pararmos para pensar, pelo menos uma boa porcentagem da vida pessoal de muitas pessoas está exposta na redes sociais.
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| Foto: Divulgação/Kaboompics |
Ainda, vale lembrar que, na maioria das vezes queremos postar aquilo que nos traz felicidade, queremos mostrar que está tudo bem. Mas será que está mesmo? As redes sociais tornaram-se uma máscara onde escondemos nossos sentimentos de nós mesmos. Digo isso por mim mesma; por muito tempo postei diversos stories ou fotos para mostrar que a minha vida estava bacana, quando na verdade estava uma merda. E o pior: cheguei a um ponto da minha fraqueza, que queria compartilhar para o mundo que eu não estava bem. Para ver se alguém se importava? Não sei, mas sei que as redes sociais têm me consumido demais, a ponto de querer comparar minha vida com a de fulano, ciclano, beltrano... sendo que a mudança começa em olhar para dentro de si para descobrir o que tem de errado, para mudar isso no futuro e finalmente estar de bem consigo mesmo.
Não acreditem em tudo o que é compartilhado, seja por famoso, amigo ou familiar. Não se compare com outras pessoas que postam a vida perfeita nas redes sociais, você não sabe o que se passa do outro lado da tela. Não se consuma pelo conteúdo que você vê e está longe do seu alcance; procure seguir pessoas que combinam com o seu estilo de vida. E por fim, curta o momento! Esqueça um pouco que o seu precioso celular e curta o seu rolê, o seu show, a sua família, o seu namorado, a sua namorada, o cinema, o passeio no parque, o seu bar, a sua comida etc. Isso não é um rótulo, e sim uma dica. Tente fazer isso, você vai ver que é muito mais prazeroso.
PS: Recentemente, fui no show da Katy Perry, e não tenho uma música gravada por inteiro, tentei gravar partes de cada uma, para ter uma lembrança, não compartilhei nada na hora do show, deixei para fazer isso quando já estava em casa. No meu primeiro show dela, estava na pista comum e queria de qualquer forma gravar tudo, o que foi praticamente impossível, e neste ano, aprendi a curtir o momento, quero deixar guardado cada memória e cada sensação que tive em todas as músicas, e principalmente aquelas que me identifico mais, e além de estar pertinho dela, pude aproveitar cada instante desde a hora que ela subiu no palco até quando desapareceu do mesmo. Não deixe esse texto em vão, tente se consumir menos e aproveitar mais.


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